cover
Tocando Agora:

UERR retoma aulas presenciais após normalizar pagamentos por serviços de limpeza terceirizados

Campus Boa Vista da Universidade Estadual de Roraima. UERR/Divulgação A Universidade Estadual de Roraima (UERR) anunciou que as aulas presenciais no Campus Bo...

UERR retoma aulas presenciais após normalizar pagamentos por serviços de limpeza terceirizados
UERR retoma aulas presenciais após normalizar pagamentos por serviços de limpeza terceirizados (Foto: Reprodução)

Campus Boa Vista da Universidade Estadual de Roraima. UERR/Divulgação A Universidade Estadual de Roraima (UERR) anunciou que as aulas presenciais no Campus Boa Vista serão retomadas na próxima terça-feira (3). O retorno, segundo a instituição, ocorre após a normalização dos serviços de limpeza do prédio, que permitiu o restabelecimento das condições de uso dos espaços. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Os alunos da universidade estavam acompanhando as aulas de forma remota desde o dia 20 de fevereiro. No dia 20 de fevereiro, estudantes fizeram um protesto em frente à sede administrativa da instituição. O ato era contra a decisão de iniciar o semestre letivo 2026.1 com aulas pela internet. Estudantes da UERR protestam contra início do semestre com aulas pela internet Em nota à imprensa, a universidade informou que a retomada só foi possível graças à reabertura do Sistema Integrado de Planejamento, Contabilidade e Finanças (Fiplan) e a um remanejamento no orçamento da instituição. Alunos protestaram contra aulas remotas em frente a prédio da reitoria no dia 20 de fevereiro. Nalu Cardoso/g1 RR Segundo a Pró-Reitoria de Ensino e Graduação (Proeg), as coordenações de curso já foram notificadas para avisar os acadêmicos sobre o retorno. Os professores também foram orientados a reorganizar o cronograma de disciplinas. Crise institucional e investigação O remanejamento orçamentário citado pela UERR para o retorno dos serviços de limpeza ocorre em meio a um embate recente com o governo de Roraima. Em fevereiro, a reitoria reclamou de "estagnação" no orçamento da universidade para custear contratos essenciais. O Executivo estadual rebateu e revelou que, no dia 20 de fevereiro (mesmo dia em que as aulas presenciais foram suspensas), autorizou a liberação de R$ 4,8 milhões solicitados pela própria UERR. Desse total, R$ 4 milhões foram destinados justamente para pagar empresas terceirizadas. O setor de serviços de limpeza e vigilância é o epicentro de uma crise institucional na universidade. O ex-reitor Regys Freitas é alvo de um pedido de prisão do Ministério Público, suspeito de liderar um esquema que teria desviado cerca de R$ 15 milhões em fraudes com uma empresa terceirizada. Além do ex-reitor, foram denunciados os empresários Bruno Rheno Pinheiro e Silva e Shirley Ibiapino Cirqueira, sócios da empresa Ibiapino & Pinheiro Ltda. Dados do Fiplan O sistema Fiplan, mencionado pela UERR, também é peça-chave na investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Segundo o MP, dados financeiros da universidade registrados no Fiplan começaram a ser apagados em dezembro do ano passado, em uma tentativa do grupo investigado de destruir provas e ocultar o superfaturamento dos antigos contratos, segundo o MP. Veja início de semestre com aulas remotas na UERR: UERR alega falta de recursos para começar aulas Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.